Florêncio de Abreu: retratos de uma rua

Renata Geraissati
Castro de Almeida

Colaboração
Diógenes Sousa

Arte: Eduardo Grigaitis

Diretora: Adriana Rizkallah

Quem caminha nos dias de hoje pela Rua Florêncio de Abreu talvez não se dê conta de como era a via antes de seu arruamento. Muito antes do atual trânsito frenético, em que pessoas, motociclistas e carros disputam espaço, a rua já era conhecida pelas dificuldades de ser trafegada. Localizada em um relevo acidentado, a via era originalmente entrecortada por rios e riachos que foram canalizados ao longo do tempo, a exemplo do ribeirão Anhangabaú, hoje encoberto pelo asfalto da Rua Carlos de Souza Nazaré, uma das principais vias de acesso à Florêncio de Abreu.

Aberta por ordem das autoridades nomeadas pela Coroa de Portugal na década de 1780, a Rua Florêncio de Abreu era, nesse tempo, a única via de comunicação entre o Largo de São Bento, no topo da colina onde a cidade nasceu, e os campos do Guaré, uma vasta área de pastagem localizada hoje na região da Luz, constantemente alagada à época pelos rios Tamanduateí e Tietê.

Em homenagem à primeira carta magna brasileira, outorgada por Pedro I em 25 de março de 1824, a rua passou a se chamar Constituição. Finalmente, em 1881, foi rebatizada como Florêncio de Abreu, presidente da província responsável por seu calçamento.

De uma passagem que conectava no período colonial a pequena vila aos sítios e chácaras existentes às margens do rio Tietê a uma das principais artérias do chamado “centro velho” paulistano, a Florêncio de Abreu se distingue por sua enorme relevância para a história de São Paulo.

Tal importância foi reconhecida nas décadas finais do século passado, especialmente após o zoneamento das áreas especiais Z8-200 e o tombamento de
inúmeros imóveis da região por meio das Resoluções 06/91 e 37/92. O início desse processo se deu no ano de 1974, quando a Coordenadoria Geral do Planejamento (Cogep) contratou Benedito Lima de Toledo e Carlos Lemos, professores daFaculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), para listarem os bens de importância histórico-arquitetônica para o município.

Nadia Somekh, presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) de 2013 a 2016, frisa que essa iniciativa foi a primeira ação de preservação do patrimônio cultural em São Paulo, dando origem às zonas especiais Z8-200, criadas pela Lei n.º 83.285 de 1975, e que, posteriormente, serviram de subsídio para o tombamento do Vale do Anhangabaú.

Na ocasião, além da Casa da Boia, foram preservados diversos outros imóveis, a exemplo do Palace Hotel, que já sediou um jantar oferecido a Monteiro Lobato.

Inaugurado na década de 1920, o hotel foi projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo e era localizado onde atualmente funciona o Shopping 25 de Março.

Reprodução da capa do Diário do Rio de Janeiro, de 25 de março de 1884, anunciando o “juramento” da primeira Constituição brasileira.

Em fins do século XIX e início do XX, a Florêncio de Abreu passou por profundas transformações. A antiga via onde ferradores de animais e cocheiros alugavam carruagens e cavalos deu lugar a imponentes edificações, a exemplo do Laboratório Pharmaceutico e Directoria do Serviço Sanitário, estabelecimento dividido em dois pavimentos; no térreo, havia a farmácia na parte frontal e nos fundos o laboratório, enquanto que, no andar superior, funcionavam a diretoria e a seção demográfica.

A primeira era responsável pelas questões sanitárias do Estado, enquanto a segunda emitia boletins mensais acerca do movimento meteorológico e populacional, com número de nascimentos, óbitos e casamentos. As funções atribuídas a esta repartição eram relevantes, considerando o contexto sanitário da cidade.

Para saber mais convidamos você a ler nosso editorial sobre A Gripe Espanhola, disponivel em www.casadaboia.com.br/cultural.

Em seu livro “A cidade de S. Paulo em 1900: impressões de viagem”, Alfredo Moreira Pinto apresenta as inúmeras transformações que ocorreram em um curto espaço de tempo na cidade, e descreve equipamentos urbanos de grande expressão que tinham como endereço a rua.

Dentre eles, distinguia o Éden Club, localizado no número 22: um sobrado com um pequeno teatro na sala da frente e diversas mesas para jogos em seu interior, indicando o surgimento de novos hábitos e a incorporação cada vez maior do lazer na vida cotidiana.

Além de outros espaços que revelam o início de um processo de industrialização da cidade.

Em uma das esquinas da rua ficava a Companhia Industrial, com atividades de fiação, tecelagem e tinturaria e com cerca de 400 operários; a fábrica de móveis Santa Maria; fábrica de livros Manderbach & Co.; a fábrica de confeitos dos Irmãos Falchi e a fábrica de bebidas Matinho Chaves & Comp, entre outras.

Em 1º de mao de 1919 a Ford inicia a instalação de sua primeira linha de montagem no Brasil em um galpão da rua Florêncio de Abreu, onde dá início à produção do icônico Modelo T.

Ford “T”, primeiro automóvel produzido em série no Brasil, no galpão da Florêncio de Abreu.

Sede da Ford, em 1909 e, na foto colorida, já uma loja, em 2021.

Outro fato curioso relativo às transformações na região decorrentes de questões sanitárias foi descrito por Antonio Egydio Martins, em seu livro “São Paulo Antigo”.

De acordo com o autor, em 1887, a Câmara Municipal resolveu transferir o antigo Matadouro Público, localizado na Rua Humaitá, no bairro da Bela Vista, para a região da Vila Mariana.
Segundo as autoridades, a mudança era necessária, uma vez que “as águas do tanque do Matadouro corriam pelo ribeirão Anhangabaú, passando pelo

Bixiga, também pelo Centro, nas proximidades do Mercado de São João e na ladeira de Miguel Carlos, próximo à Rua Florência de Abreu, causando fortes odores insuportáveis” para a população.

Em grande medida, a crescente importância que a Rua Florêncio de Abreu foi assumindo com o passar dos anos decorria de sua proximidade com a Estação da Luz, de onde partiam os trens carregados de mercadorias importadas e chegavam os estrangeiros desembarcados no porto de Santos rumo à capital paulista e todo o interior de Estado.

Para o pesquisador Flávio Azevedo Marques de Saes, as ferrovias desempenharam um papel
relevante para a estruturação do capitalismo em São Paulo em fins do XIX. Estradas de ferro e diversificação da atividade econômica na expansão cafeeira em São Paulo, 1870-1900 (2002. p.183).

Em geral as empresas que produziam e vendiam equipamentos voltados aos segmentos agrícola, de infraestrutura, urbano e residencial, optaram por se instalar em pontos estratégicos de circulação de pessoas, próximas às ferrovias e com grande contingente de mão de obra disponível.

Antes localizado na Bela Vista, o Matadouro Municipal foi transferido para a distante Vila Mariana, para acabar com os problemas sanitários causados pelos “fortes odores insuportáveis”.

Atualmente o local é sede da Cinemateca Brasileira.

Foto: acervo Biblioteca Mário de Andrade

Determinar a data da do número da Casa da Boia de 11 para 123,
envolveu inúmeras pesquisas, que nos permitiram chegar em algumas balizas temporais.

De 11 a 123.
Pesquisas sugerem que a numeração da Casa da Boia tenha se alterado ao final dos anos 30.

Dessta forma a escolha de Rizkallah Jorge de instalar seu comércio neste logradouro foi uma estratégia comercial, que associada a outras propiciou alavancar suas vendas.

Em publicação no Diário Oficial do Município, de 19 de janeiro de 1939, há menção de que a Rizkallah Jorge e Filhos, funcionava na capital, na Rua Florêncio de Abreu, n.11 (p.15).

Já a nota fiscal emitida pelo despachante H. de Campos, em 18 de julho de 1942, detalhando os serviços que havia prestado naquele mês, a exemplo do arquivamento de contrato na Junta Comercial, indica que o comércio estava localizado à Rua Florêncio de Abreu, 123.

Heloísa Barbuy, em seu livro A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914, narra que o sistema de numeração que havia sido instituído em 1886, continuou válido até fins dos anos de 1930, quando foi adotado o sistema métrico por determinação do Ato n.1.013 de 13 de fevereiro de 1936.

Portanto, é apenas após esta data que passou-se a definir a numeração em função da distância em metros em relação ao marco inicial da cidade (2006, p.274).

O decreto além de estabelecer normas para a denominação da numeração dos imóveis e regular sobre o emplacamento, também regulamentou sobre quais deveriam ser os posicionamentos das placas com os nomes das ruas, que seriam feitas de ferro esmaltado, com letras brancas e “logo abaixo do nome da rua virá, em letras menores, entre parêntesis, texto explicativo do significado do nome dado a via pública”.

Os artigos mostravam como se daria esse processo e afirmavam que caberia apenas à prefeitura a troca das placas. Porém o custo do trâmite ficaria à cargo dos proprietários dos imóveis:

Segundo o mapa da cidade, de 1877, a Rua da Constituição, atual Florêncio de Abreu, possuía uma linha de bonde e uma
estação de embarque de
passageiros, constituindo-se como um ponto de circulação de pessoas.

As linhas de bonde, em especial, a partir de 1900 quando se iniciam as composições elétricas, pela companhia canadense Light and Power, fizeram parte da construção simbólica do
ideário de modernidade, que associado a outros equipamentos, forjava a imagem da São Paulo moderna.

Observando os dados da
circulação de pessoas na década de 1930, do livro Desenhando São Paulo: Mapas e Literatura (1877 1954), de Maria Lucia Perrone Passos e Teresa Emidio, é possivel perceber que a rua continuou a receber um grande afluxo de pessoas até esse período, se constituindo como uma das principais vias de então.

Os meios de transporte cumpriam a função de circulação de pessoas que se deslocavam dos bairros que surgiam nas bordas da cidade e se dirigiam ao centro, facilitando a movimentação até seus empregos, e o acesso ao consumo de mercadorias.

Tal situação foi possível de ser
verificada após o levantamento das mais de seiscentas fichas de funcionários que contemplam o período de 1920 a 1940, presentes no Acervo da Casa da Boia.

As fichas de funcionários contém inúmeras informações que podem contribuir para elucidar diversos aspectos do cotidiano da rua, pois remontam à história de um de seus estabelecimentos comerciais mais antigos, a Casa da Boia.

As fichas apresentam o registro dos endereços de residência dos funcionários, informação que nos permite compreender de quais locais da cidade provinham, e quais eram seus deslocamentos até chegar à Rua Florêncio de Abreu. 24% vinham da Zona Norte, e 22% da Zona Leste, mostrando como se dava o processo de ocupação da cidade, separando a zona de trabalho, da zona de moradia desses indivíduos.

Recuperadas e incorporadas ao acervo histórico da Casa da Boia as fichas de de registro de empregados  fornecem informações valiosas sobre o perfil do trabalhador da empresa na primeira metade do Séc. XX.  

Nas iconografias que representam o logradouro, a exemplo da foto de 1914, vemos que o traçado de uma linha de bonde convive simultaneamente com uma carroça, mostrando que diferentes temporalidades estavam sobrepostas na cidade.

Os ditos “melhoramentos” não ocorreram de maneira similar para todos os
moradores. Os projetos urbanísticos da época tentavam imprimir à cidade uma imagem de suposta “modernização”, porém, a paisagem urbana não é una, oferecendo uma série de meandros em especial ao se analisar as classes sociais subalternas.

Na cidade ainda restavam diversos descampados que eram importantes para a sobrevivência dessas populações. Desta forma, o estudo destas imagens nos permite compreender as tensões que estavam postas no tecido urbano, e como havia diferentes projetos de construção de uma modernidade em curso neste momento.

Em virtude da importância da região, conforme mostrado, o poder público propôs inúmeros projetos de transformação da área, a exemplo do projeto formulado pelo vereador Gofredo Teixeira da Silva Telles, que em 1932 se
tornou prefeito da capital.

Uma Florêncio de Abreu urbanizada, asfaltada e com linhas de bonde, em 1914, contrasta com a imagem de um uma habitação periférica, a Rua OscarFreire, em 1938.

Benedito J. Duarte, Acerbo Biblioteca Mário de Andrade.

O crescimento da região central e as necessidades de melhorias viárias vinham sido discutidas na Câmara Municipal desde os anos 20 do Séc. XX e perduraram de forma acirrada até os anos 50.

A rua continuou a aparecer como uma pauta relevante na Câmara Municipal, mais de 20 anos depois do projeto de Gofredo Telles.

Na 96ª Sessão Ordinária realizada de 22 de novembro de 1956, o vereador Prestes Franco fez uma nítida crítica à administração de Vladimir de Toledo Piza (abril de 1956 – abril de 1957) declarando que ela representava a “ausência de administração e de decoro no trato com a coisa pública”.

Algo que era evidenciado na contradição entre o que dizia o diretor do Departamento de Serviços Municipais, o secretário de Obras e o próprio prefeito. E qual era a o motivo do embate? A reforma da rua Florêncio de Abreu.

Enquanto o diretor assegurava a retirada dos bondes em funcionamento na Florêncio de Abreu para que a reforma pudesse começar, o secretário informava que isto era uma falácia, pois não havia recursos para terminar as inúmeras obras que estavam em andamento na cidade, assim, não seria possível iniciar uma nova reforma. Por sua vez, o prefeito afirmava que a situação financeira do município estava normalizada.

Ao relatar que a situação da rua continuaria a mesma, Franco teceu críticas à forma como a prefeitura estava encaminhando a situação, uma vez que focava suas ações “para as Avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia, reservada a Florêncio de Abreu como via de escoamento” (p.18).

Um dos entraves à construção de uma avenida que fizesse a ligação das zonas norte e sul da cidade, a Delegacia Fiscal, localizada na Praça da Bandeira, foi finalmente demolida a partir de 1947, permitindo a construção, posteriormente, do que ficou conhecido como o “Vale do Anhangabaú”.

Um dos entraves à construção de uma avenida que fizesse a ligação das zonas norte e sul da cidade, a Delegacia Fiscal, localizada na Praça da Bandeira, foi finalmente demolida a partir de 1947, permitindo a construção, posteriormente, do que ficou conhecido como o “Vale do Anhangabaú”.

Sebastião A. Ferreira
Acervo Biblioteca Mário de Andrade.

A exemplo deste, outros projetos urbanos foram moldando a rua até que ela atingisse sua atual configuração. Porém, as modificações não se restringiram ao seu traçado, ou aos meios de transporte ali utilizados.
O próprio perfil dos empreendimentos que ali existiam foram mudando ao longo do tempo.

O Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro de 1901 mostra que a ocupação da rua era bastante diversificada.

Ali funcionava aJoh. Kuck, que era a vendedora autorizada das máquinas de costura Singer, o Banco Cambial, consultórios médicos e a loja Brazil e China, de A. F. Sarafana, que vendia sementes, chás, papel de seda, como mostra a reprodução de uma das páginas do Almanak:

Os livros caixa, preservados no Acervo Casa da Boia, nos oferecem alguns indícios para compreendermos como aos poucos a Florêncio foi se consolidando como uma rua de comércio especializado.

No livro de 1905, podemos ver que, entre diversos outros compradores, constam os comércios Hugo Heise e Cia, que inicialmente funcionava na Rua São Bento n.93, e posteriormente migrou para a rua Florêncio de Abreu,
e Hermann Theill, que comercializavam todo tipo de ferramentas, além de
encanamentos e outros aparelhos para água, esgotos e eletricidade, bastante similar ao escopo da Casa da Boia.

Anúncio da Hugo Heise & Co. Empresa que comprava da Casa da Boia e revendia os produtos a poucos metros da fornecedora.

Aparentemente, esses locais eram revendedores da produção feita pela própria Casa da Boia, e com o tempo, conforme argumenta Barbuy, algumas destas casas importadoras “desdobraram-se, depois, em empreendimentos industriais próprios, graças ao grande conhecimento que seus proprietários tinham adquirido de todo o sistema internacional de produção e comércio de bens manufaturados” (p.165), caso dos clientes Casa Nathan e Hugo Heise & Cia.

Inserido neste caráter comercial da rua, um importante marco foi a fundação, em 1984, da Associação dos Lojistas da Florêncio de Abreu (ALFA) que abrigava em seu estatuto as funções de oferecer assistência ao comerciante, organizar treinamentos, uma vigilância eficiente do entorno e publicar mensalmente um boletim.

Em suma, fornecer aos seus associados inúmeras informações que poderiam se de seu interesse.

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A criação da Associação dos Logistas da Florêncio de Abreu foi motriz da integração dos comerciantes e dos comerciários. A entidade representou os interesses da rua junto ao poder público ao mesmo tempo em que promovia a integração dos trabalhadores.

A instituição também pretendia organizar eventos para congregar as várias pessoas que trabalhavam na rua, e assim, fortalecer seus laços de amizade. Para tal, promoveu inúmeros jogos amistosos e campeonatos de futebol de e jogos de salão.

Em 1991 a Câmara de São Paulo reconheceu esses esforços e parabenizou a associação, na figura de seu presidente Mario Roberto Rizkallah, pelo sétimo aniversário da instituição que tanto contribuía para “à proteção e defesa dos lojistas da Florêncio de Abreu e imediações” (Requerimento P – 857/91.

A associação também desempenhou um papel importante, quando em 1985 a Prefeitura, por meio do Departamento do Patrimônio Histórico, considerou um plano de Revitalização do Centro Histórico.

Em função de seus vários contatos com a ALFA, a rua serviria como modelo para o projeto, que posteriormente seria aplicado em outras áreas do Centro de São Paulo. (Folha de São Paulo. 12 de maio de 1985 p.22.).

No ano de 2009 em virtude de modificações no perfil de ocupação da rua a ALFA encerrou suas atividades.

Bibliografia

ALMANAK Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro : H. Laemmert & C, 1915.

AMARAL, Antônio Barreto do. Dicionário de história de São Paulo. São Paulo:
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.p.55.

BARBUY, Heloísa. A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo,
1860-1914. São Paulo: EDUSP, 2006.

EGYDIO, Antônio Martins. São Paulo Antigo (1554 a 1910). São Paulo:
Conselho Estadual de Cultura, 1973.

PASSOS, Maria Lucia Perrone Teresa Emidio. Desenhando São Paulo: mapas e literatura (1877-1954): Imprensa Oficial de São Paulo, 2009.

PINTO, Alfredo Moreira. A cidade de S. Paulo em 1900: impressões de viagem.
Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1900.

SAES, Flávio Azevedo Marques de. Estradas de ferro e diversificação da atividade econômica na expansão cafeeira em São Paulo, 1870-1900. IN: História Econômica da Independência e do Império. São Paulo: Hucitec, 2002.