Uma rua árabe. A Florêncio de Abreu étnica

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Jorge Americano, em seu aclamado livro de crônicas e memórias, editado pela primeira vez em 1957, São Paulo Naquele Tempo (1895 – 1915), faz inúmeros relatos sobre suas lembranças de infância e juventude.

Na crônica Gente que a Gente Via, o bacharel em Direito pela Faculdade de São Paulo, 1912, retrata os diversos grupos que poderiam ser encontrados em um passeio pela cidade: portugueses, espanhóis, alemães, japoneses, italianos, judeus, sírios, libaneses e outros.

Seu contemporâneo, o campineiro Guilherme de Almeida, também escreveu sobre a inserção destas pessoas na cidade de São Paulo em uma série de crônicas sobre os bairros paulistanos em 1929, encomendadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, intituladas Cosmópolis.

A presença constante dos imigrantes nessas produções nos indica um processo que estava acontecendo no cotidiano da cidade, a entrada massiva de milhares de pessoas que chegavam em busca de melhores condições de vida. Herbert Klein relata que, entre 1881 e 1915, cerca de trinta e um milhões de europeus trocaram a Europa pela América, grande parte destes se dirigindo aos Estados Unidos, seguido pela Argentina e Brasil (p.22). Do total de imigrantes que vieram ao Brasil, o estado de São Paulo foi o que abrigou a maior parcela desses indivíduos. Tal fato pode estar vinculado às facilidades concedidas pelo Estado, tais como transporte e alojamento, somadas às oportunidades de trabalho de uma economia em expansão.

Segundo o Almanak Administrativo Mercantil e Industrial, no ano de 1926, um consumidor que percorria a rua Florêncio de Abreu, encontrava o seguinte cenário: havia as lojas de Aidar Netto & Cia, Alberto Macedo & Cia, Aron, Athur Lundgren & Co., Attala & Nasser, Rachid & Sablag, Arruda, Machado & Cia, Aziz Nader & Cia, Barros e Cia, Braga, Ozorio, Bussad Irmãos & Cia, Casa Alberto, Costa Gabriel & Cia, Couto e Cia, D’abague & Cia, Dahur Farah e Cia., Dib & Cia, E. F. Cuama & Irmãos, F. Miranda e Cia, Fares Buchain & irmãos, Fernandes Costa & Cia, Hermenegildo Pedro & Irmão, Irmãos Ansarak, Irmãos Azem, J. Ramos, J. F. Chamma & Irmão, Jorge Barrankjard, Jorge Chamma & Cia, Jorge Korban & Cia, José Kauffmann, Larangeira e Cia, Lotfi, Teyer & Irmão, Machado, Kawall & C., Macedo & Cia., Michel Germal & Cia., Nacina Schaveri & Irmão, Nagib Arb & Cia, Salim Simão & Irmão, Ribeiro Pinto & Cia.,P. S. Nicolson & Cia., Oscar Philippi & Cia., Casa Oliveira, Casa Iris, Casa Miudezas, Moreira Ramos, Nagib, Jacob & Irmãos, Rebelo, Barros & Cia., Ubre & Cia., Elias Domingos Carini & Cia., F. Mattei & Cia, Nascim Maluf & Cia, Onofre & Artinori., José Hobeica, Silva Caldas & Cia., Jorge Thomaz Irmãos e Cia e Costa Cabral & Cia, todas estas no setor de “armarinhos”, que representava a grande maioria dos estabelecimentos.

Já no setor de calçados eram Sarubi & Dorsa, Assad Rachid, José Spina, Horácio Romeu, Miguel Germano, F. Marchese & Cia, Gosson & Irmãos e João Ferro.
Os estabelecimentos de secos e molhados eram Dagre Riskallah,
Antonio Jafet, Souza, Carneiro & Cia, Machado Oliveira & Cia., Matta & Felippe. No ramo de louça sanitária havia a Rizkallah Jorge & Cia., Casa Nathan, International Machinery Company, John Jurgens & Cia, Lodovico Lazatti, Pires, Fontoura e Cia. e Roberto K. Hintz.
O comércio de alfinetes de Abrão Heal & Cia, de parafusos da Klabin & Irmãos, a loja de brinquedos Ranieri, as lojas de móveis de ferro de Miari, La Corraca & Cia, Nicola Florenzano, a leiteria Felippe Pascarelli, a livraria Italiana, a fábrica de papel Oscar Flues & Cia., a loja Riechmann & Cia de armas, a Weskott & Molnar de anilinas e a The Goodyear Tire & Rubber Co. de automóveis.
A efervescência comercial e a diversificação de setores existentes no logradouro fica manifesta no almanaque.
Ana Maria de Almeida Camargo em Os primeiros almanaques de São Paulo, destaca a representatividade desses documentos, que se distinguem como uma fonte privilegiada a respeito do passado, pois reúnem dados sistemáticos sobre aspectos da vida comunitária, não se restringindo apenas a listar pessoas e instituições, mas carregam também anúncios, colaborações literárias e inúmeras outras contribuições.
De fato, ao observarmos a nomenclatura dos estabelecimentos se destacam o grande número de sobrenomes estrangeiros, traduzindo em termos visuais as questões abordadas por Jorge Americano e Guilherme de Almeida, de que os imigrantes eram parte do cotidiano da cidade.

No Brasil, a imigração de sírios e libaneses se iniciou pouco a pouco nos anos de 1880 e tomou fôlego em 1895, crescendo continuamente de 1903 a 1913, ano, que registrou a entrada de 11.101 imigrantes sírio-libaneses pelo Porto de Santos.

A população imigrante se tornou um grande contingente que exerceu inúmeras funções, tanto no campo quanto na cidade e que afora suas marcas na materialidade, também impactou no surgimento de novos tipos de sociabilidade.

Sobretudo, vemos que uma colônia tem grande concentração na Rua Florêncio de Abreu neste período: os sírios-libaneses.
Os dados estatísticos mostram que nos anos de 1900, cerca de 120.000 pessoas deixaram a grande Síria com destino aos Estados Unidos, Brasil e outros países latino-americanos. Em 1914, a emigração se encontrava na casa de 15.000 a 20.000 pessoas por ano, algo que resultou que a região perdesse quase 1/4 de toda sua população ao longo de todo este processo (HOURANI; SHEHADI, p.30-31).

Nos anos de 1920, a taxa manteve-se na média de 5.000 entradas por ano, diminuindo ao longo dos anos 30 com a implantação de medidas restritivas por parte do governo central.

De 1908 a 1941, os sírio-libaneses representaram a sexta nacionalidade com o maior número de entradas em São Paulo (TRUZZI, p.8).

Em Cenas e cenários dos caminhos de minha vida, o imigrante Wadih Safady, cujo pai foi um dos primeiros imigrantes libaneses a aportar no Brasil, em 1887, relata que “os primeiros grupos que voltaram a sua terra natal introduziram em todo o Líbano as boas notícias sobre o Brasil, seu povo pacífico, sua hospitalidade e a facilidade de trabalho” (GATTAZ, p.37.).

Neste processo, as redes desempenham um papel de relevo, uma vez que associam pessoas que se identificam com a mesma experiência de vida.

No caso dos sírio-libaneses, algumas particularidades devem ser consideradas, entre elas o fato de nunca terem sido alvo de uma política de imigração subvencionada. Logo, eram parte de uma colônia fruto de um processo migratório espontâneo, afetado por um “efeito corrente”, cujo estímulo da emigração daqueles que ficaram se dava pelos excelentes resultados econômicos alcançados pelos imigrantes pioneiros.

Contudo, poucos estudos compreendem como esta comunidade atuou e construiu sua identidade na cidade de São Paulo, bem como sua relação com a Rua Florêncio de Abreu, que foi sede de associações étnicas, de jornais, além de local de inúmeros empreendimentos comerciais de membros da colônia, a exemplo da Casa da Boia, fundada por Rizkallah Jorge Tahan.

Rizkallah Jorge Tahan, nascido em 25 de janeiro de 1869, na cidade de Alepo, na Grande Síria, região que durante o Império Otomano compreendia as regiões do Líbano, Síria, Jordânia, Israel e territórios da Palestina, aprendeu o ofício de fundição de cobre com seu pai, cuja família originalmente provinha da Armênia, daí o sobrenome Tahan.

Em 1895, já casado com Zakie Naccache, o imigrante deixa a esposa na Síria e viaja com três companheiros, chegando ao Porto de Santos no mesmo ano.

Após três anos no Brasil, Rizkallah Jorge inaugurou seu primeiro empreendimento: uma oficina que fabricava peças em cobre, latão e bronze, que viria a ficar popularmente conhecida como Casa da Boia, situada atualmente na Rua Florêncio de Abreu, 123, e considerado um dos empreendimentos mais antigos e tradicionais no comércio de metais da cidade de São Paulo.

Com a inauguração de seu primeiro estabelecimento e por já estar em uma situação financeira estável, Rizkallah pôde, no ano de 1898, trazer sua esposa. Seus três filhos, Jorge, o mais velho, Nagib, o do meio e Salim, o caçula, nasceram no Brasil.

Em 1919, se mudou com a família para uma mansão na esquina da Avenida Paulista com a Rua Bela Cintra.

Entre os anos 1925 e 1930 este imigrante construiu ao menos seis grandes imóveis na capital, resultado de sua atividade como empreendedor urbano.

Dentre eles os edifícios Palacete São Jorge, Palacete Paraíso e Palacete Aleppo, todos na Rua Carlos de Souza Nazaré, na região central de São Paulo.

Ergueu, também, inúmeros outros edifícios na cidade.

Os prédios foram erigidos em época de abundância crescente nos negócios e lhe renderam uma representação social no tecido urbano da cidade, tornando-se uma manifestação, em termos visuais, de sua presença na cidade.

Agob Guludjian relata que o salão onde o Padre Gabriel Samuelian rezava missa, na rua Florêncio de Abreu, havia sido cedido por Rizkallah Jorge.

O pesquisador Roberto Grun corrobora estas afirmações indicando que “nossos informantes destacam a ação de Rizkallah Jorge (…), proprietário da Casa da Bóia, que já era uma empresa comercial importante na década de 1920.

O primeiro imóvel destinado à acomodação dos imigrantes daquela época, uma espécie de “mini-hospedaria dos imigrantes armênios”, situava-se justamente no andar superior do estabelecimento, na rua Florêncio de Abreu, no centro da cidade de São Paulo.

Esse endereço abrigou também as primeiras reuniões religiosas da comunidade em São Paulo” (GRUN, p. 22).

Funcionaram no logradouro outras empresas tradicionais da colônia, como a Nami Jafet e Irmãos, fundada em 1897, na Rua 25 de Março nº 285, pelos irmãos Nami Jafet, Benjamin Jafet e Basílio Jafet.

No ano de 1900 a empresa foi transferida para a Rua Florêncio de Abreu, nº 39, e em 1903 se mudou para o número 43 na mesma rua em um prédio próprio. Quando houve a mudança da fábrica para uma área de cem mil metros quadrados no bairro do Ipiranga, em 1907, o local passou a servir como escritório comercial.

 

A Fiação, Tecelagem e Estamparia Jafet S.A. tornou- se um dos maiores complexos industriais do país, empregando mais de três mil funcionários.

No ano de 1906 Nami Jafet e seus irmãos adquiriram um terreno gigantesco no bairro do Ipiranga e construíram uma de suas maiores fábricas: a “Fiação, Tecelagem e Estamparia Ypiranga Jafet S.A.” que ocupava uma área de 100 mil metros quadrados, confeccionava 5 milhões de metros de tecidos e foi a responsável pela construção de 320 residências para as famílias dos operário que ali trabalhavam.

Com a chegada da nova fábrica veio também a Estrada de Ferro Santos- Jundiaí, permitindo que a região, até então um lugarejo nos arrabaldes da cidade de São Paulo, se integrasse definitivamente à malha da cidade.

Também graças a ferrovia o Ipiranga começou a ser caracterizado como um bairro industrial. Na época, muitas fábricas aproveitavam as facilidades proporcionadas pela proximidade com os trilhos que ligavam a cidade, tanto com o litoral, como com o interior, para se estabelecerem na região.

Imprensa como
fator identitário

A imprensa constitui, de modo geral, um elo importante para todas as comunidades, por meio da divulgação de notícias e anúncios, não raro vemos que quando os imigrantes começam a se instalar nas cidades, logo começam a surgir periódicos étnicos. No caso dos árabes no Brasil, seu primeiro jornal surgiu na cidade de Campinas, interior de São Paulo, no ano de 1897.

No ano de 1949, Jamil Safady, destacava já terem existido mais de cento e quarenta periódicos, que ganharam vida através do trabalho de mais de duzentos jornalistas.

Apesar de terem importância e duração variadas entre si, as publicações criaram vínculos entre esses indivíduos, geraram memórias, acompanharam trajetórias de vida, contaram histórias e informaram os membros da colônia. Para Safady “a história do jornalismo árabe no Brasil marcha paralelamente à própria história da nossa imigração. Conhecendo um, encontrar-se-ão os elementos da outra, facilitando assim o estudo de ambos” (p.282).

A Rua Florêncio de Abreu foi sede de algumas dessas instituições, como o periódico Al-Hadikat (O jardim), que funcionava no número 82, e tinha como redator Kais Labaki, intelectual que tentava ligar a identidade árabe ao Império Otomano, como forma de se contrapor às acusações de barbárie e atraso cultural associadas ao termo “turco”.

O Al-Mizan (A Balança) cuja redação se localizava na Rua Florêncio de Abreu, nº 16, e tinha como proprietário e redator Estefan Galbuni, que era professor, escritor e poeta, e semanalmente editava o jornal.

Em 1912, integrou uma comissão que fez parte de uma recepção realizada no Grand Hotel em São Paulo para o cônsul otomano A. Munir Sureya Bey, em seu retorno de uma viagem para Europa. Nela estavam presentes Jorge Bassila (gerente do consulado), Nami Jafet, Nagib Haddad, Fares Najm, Auad Issa, Marad Trabulsi, Bechara Issa, B. M. Amandier, Bechara Atallah, Nagib Trad, Felippe Pedro, Said Bujamra, Elias Domingos e Salim Taufi Maluf.

O Al-Munazer (O replicador) estava localizado na Rua Florêncio de Abreu, nº 16, tendo como proprietário Naum Labaki, e em 1907, José N. Daher como redator. Este periódico trazia o noticiário no idioma árabe e alguns anúncios em português. Denominava-se um jornal literário, educacional, patriótico e político, publicado às quartas-feiras e sábados em São Paulo. Por seu caráter de cunho liberal, fora proibido de circular no Império Otomano, mas era lido na Síria e no Líbano.

Outro periódico que funcionava nas redondezas era o Al-Assmah, propriedade de Khalil Malluk e Chucri Kury, cuja redação era na Rua 25 de Março, 43. Sua nomenclatura se refere a um personagem da literatura árabe.

Após a separação dos sócios, em 1901, Maluk levou consigo para os Estados Unidos sua coleção do jornal (SAFADY, p.301).

Na Rua Florêncio de Abreu, funcionava também a Sociedade Beneficente Aleppina, mantida pela comunidade síria que vivia na cidade, e promovia a distribuição de alimentos às populações carentes que eram associadas à instituição. Outras instituições que funcionaram na rua foram o Comitê Patriótico Sírio Libanês, n.40, e o Hospital Sírio, 61 A.

A ocupação atual da rua e a imigração chinesa

endo assim, percebemos que o mesmo fator que em outro momento propiciou a instalação dos comerciantes sírios na região, agora justifica a presença dos comerciantes chineses na Florêncio de Abreu, o valor dos aluguéis, mais baratos, se compararmos com os da Rua 25 de março.

Em decorrência da abertura econômica chinesa a partir de 1979, muitos chineses migraram para países do sudeste asiático, e para Itália, Espanha, Inglaterra e França, na Europa, além de Estados Unidos e Canadá, na América do Norte. O Brasil também recebeu também um contingente bastante significativo. De acordo com Carlos Freire da Silva, os chineses representam um dos principais fluxos migratórios das últimas décadas:

Tomando como indicadores alguns dados do Ministério da Justiça sobre estrangeiros que procuraram regularizar sua situação no País durante a última anistia em 2009, eles constituíram o segundo maior grupo por nacionalidade com 5,5 mil inscritos, atrás apenas dos bolivianos com 17 mil inscritos.

Nas tabulações dos microdados da amostra do Censo de 2010, a estimativa seria de 12.554 pessoas nascidas na China vivendo no estado de São Paulo, das quais 63,5% estariam na cidade de São Paulo; e, para todo o Brasil, a estimativa seria de 23.156 pessoas.

Porém, reconhecidamente os dados do censo tendem a subdimensionar certas dinâmicas migratórias.

Um forte exemplo desta imigração nas ruas do centro são os anúncios em mandarim fazendo referência aos serviços que são oferecidos aos migrantes chineses residentes daquela região e também àqueles que nela trabalham diariamente, demonstrando que a integração chinesa ao cotidiano brasileiro se dá também por meio da educação.

Em notícia de 12 de junho de 2011, o jornal O Estado de São Paulo relatou que o Colégio de São Bento, fundado em 1903, já recebia, desde 2007, crianças chinesas como novos alunos em suas turmas, a maioria delas filhos de empresários chineses da região central da cidade, promovendo um intercâmbio cultural entre os alunos de diversas faixas etárias, uma vez que o colégio dispõe também de aulas de mandarim para quem não é falante deste idioma.

Na sessão da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em homenagem aos 200 anos da migração chinesa para o Brasil, registrada no Diário Oficial de 23 de maio de 2012, o consulado Chinês em São Paulo e a Associação Chinesa do Brasil estimavam em 250 mil o número de chineses e de seus descendentes no Brasil, 180 mil morando em São Paulo. (p.224).

Bibliografia

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Rio de Janeiro: H. Laemmert & C, 1926.

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GATTAZ, André. Do Líbano ao Brasil: história oral de imigrantes.
São Paulo: Gandalf, 2005.

GRUN, Roberto. Negócios e Famílias: os armênios em São Paulo.
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KLEIN, Herbert. Migrações Internacionais na História da América. IN: FAUSTO, Boris. Fazer a América.
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